Radares de velocidade média: como funcionam e onde estão instalados
Falar de radares de velocidade continua a levantar dúvidas, mitos e alguma ansiedade ao volante. Onde estão? Quando é que aparecem? E, afinal, a que velocidade “disparam”?
Entre listas mensais divulgadas pelas autoridades e radares fixos espalhados por todo o país, este artigo ajuda a perceber como funciona a fiscalização da velocidade em Portugal, onde podem existir controlos e o que realmente importa saber para conduzir com mais tranquilidade.
Tipos de radares de velocidade em Portugal

Apesar de todos terem o mesmo objetivo, nem todos os radares funcionam da mesma forma. Em Portugal, a fiscalização da velocidade pode assumir diferentes formatos:
- Radares de velocidade instantânea, que medem a velocidade num ponto específico da via. É o modelo mais conhecido e continua a ser muito utilizado, sobretudo em zonas urbanas e em vias com tráfego intenso;
- Radares de velocidade média, que avaliam a velocidade ao longo de um determinado troço, calculando o tempo que o veículo demora entre dois pontos. Aqui não conta um momento isolado, mas sim o comportamento ao longo de todo o percurso;
- Operações de controlo móvel, normalmente associadas a ações planeadas e divulgadas mensalmente. Nestes casos, o local e o horário podem variar, e o objetivo é reforçar a fiscalização em pontos específicos durante determinados períodos.
Onde estão os radares fixos do SINCRO?
Para lá das operações mensais, existem radares que fazem parte de um sistema permanente: o Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO), gerido pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).
São os radares fixos, instalados em locais definidos com base em critérios como a sinistralidade, o histórico de excesso de velocidade e as características da via. Ao contrário das ações divulgadas mensalmente pela PSP, estes radares estão sempre associados ao mesmo local e fazem parte da infraestrutura regular de fiscalização.
O SINCRO conta com 123 Locais de Controlo de Velocidade (LCV), dos quais 100 são de velocidade instantânea e 23 de velocidade média. Pode consultar a lista completa das localizações destes radares, aqui.
Radares de velocidade em maio 2026
A PSP deixou de divulgar, nos moldes habituais, a lista mensal de radares por distrito no âmbito da campanha “Quem o avisa…”. Por esse motivo, este artigo deixa de apresentar o calendário mensal de operações de controlo de velocidade.
Ainda assim, isso não significa que a fiscalização tenha diminuído. Pelo contrário, o Governo anunciou o reforço da fiscalização rodoviária e indicou que as operações das forças de segurança deixarão de ser previamente divulgadas, com o objetivo de aumentar a deteção de infrações e prevenir acidentes.
Por isso, mais do que saber onde estão os radares, o melhor conselho continua a ser o mesmo: respeitar sempre os limites de velocidade, adaptar a condução às condições da estrada e conduzir com atenção.
A que velocidade “disparam” os radares?

Esta é, provavelmente, a pergunta mais repetida sempre que se fala em radares. E também uma das que mais mal-entendidos gera.
Os radares estão programados para o limite legal da via. Não há um número mágico acima do limite que seja “seguro” ou oficialmente tolerado. Se a estrada está limitada a 50 km/h, 90 km/h ou 120 km/h, é esse o valor de referência.
O que acontece depois não tem a ver com permissões para andar mais depressa, mas com a forma como a velocidade é medida e validada. E é aqui que entra o tema da margem de erro.
O que é e como funciona a “margem de erro”?
Todos os equipamentos de medição, dos radares aos contadores elétricos, têm margens técnicas associadas. Os radares de velocidade não são exceção.
A margem de erro existe para compensar pequenas variações técnicas do equipamento, do ambiente e do próprio processo de medição. Serve para garantir que ninguém é penalizado com base num valor duvidoso ou impreciso.
Importa sublinhar que a margem de erro não é uma tolerância para exceder o limite, nem uma autorização implícita para andar “um pouco acima”.
Na prática, quando um radar regista uma velocidade, esse valor passa por um processo de validação técnica. Só depois de aplicadas as correções previstas é que se apura a velocidade considerada para efeitos de infração. É esse valor final que conta.
Por isso, a forma mais tranquila de lidar com radares continua a ser a mais óbvia e menos stressante: respeitar o limite da via e adaptar a velocidade às condições do trânsito e da estrada. Tudo o resto são contas que ninguém precisa de fazer enquanto conduz.
Como consultar radares de velocidade em Portugal?
Hoje, já não é preciso adivinhar onde pode existir controlo de velocidade. A forma mais fiável de consultar radares fixos é através do site Radares à Vista, da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), onde pode ver as localizações atualizadas do SINCRO, por Distritos e por Concelhos.
Existem também aplicações e sistemas de navegação que alertam para zonas de possível fiscalização. Ainda assim, a informação pode variar, pelo que o mais importante continua a ser conduzir com atenção e respeitar os limites da via.